Tangará da Serra/MT, 18 de Julho de 2019

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NOTÍCIAS quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019, 13h:00 | - A | + A

SINALIZANDO GREVE

Assembleia do Sintep será convocada em Tangará

Por: Marlenne Maria

Paulo Desidério / Gazeta FM

A presidente da Subsede do Sintep Tangará da Serra, Francisca Alda de Lima, esteve nos estúdios da Gazeta FM em entrevista ao Tribuna.

 

"Certamente neste ano ainda enfrentaremos uma grande greve no estado de Mato Grosso", disse Francisca.

 Em novembro e dezembro de 2018 não foram pagos o 13º salário. Os servidores públicos do estado recebem este pagamento no mês do seu aniversário. “Os contratados também não receberam salários de dezembro e existe proposta de escalonamento de salários. Até mesmo os servidores efetivos estamos aguardando o pagamento de dezembro do ano passado”, disse Francisca. Segundo ela, já aconteceram duas reuniões do Fórum Sindical, que representa cerca de 10 sindicatos de servidores do estado com a nova equipe de Governo. “Estamos ouvindo dramas, ameaças, tramas e etc. O Fórum Sindical está bastante preocupado e os servidores atentos e muitos já passando por dificuldades, porque salário serve para comprar alimentos e medicamentos e prejudica muito a sociedade”.  

 

“Expectativa é de muita luta porque já estamos entrando com os salários atrasados, falta de 13º e perspectiva de parcelamento de pagamento”  

Francisca Alda explicou que na reunião de ontem na capital do estado foi encaminhado que a categoria se reúna em assembleias para definir o que será feito nas próximas semanas. “Certamente neste ano ainda enfrentaremos uma grande greve no estado de Mato Grosso. No momento o fórum decidiu consultar as categorias. Faremos as assembleias e depois haverá definição de acordo com a reação da categoria. Há possiblidade de greve sim”, disse.

 

Em Tangará da Serra a Assembleia será convocada para a próxima semana haja vista as férias da categoria. “Vamos convocar para os próximos dias para definirmos os direcionamentos”. 

 

Sobre as assembleias na capital ela destaca: “As reuniões acontecem, porém, o Governo alega falta de recursos, funcionários fantasmas e laranjas. O próprio Governador disse que existem funcionários que fazem limpeza e servem café recebendo até 16 mil reais. Sabemos que o salário dos trabalhadores desta categoria é no máximo 2 mil, 2.300,00. A preocupação é porque a responsabilidade é do Executivo de fazer estas correções. Nós trabalhadores não podemos responder por estas ingerências e nem podemos fazer estas fiscalizações”, disse Francisca, destacando que a pauta de reivindicações dos servidores vai além dos salários atrasados e inclui o pagamento da RGA que causou muita polêmica já no ano passado. 

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